o terror e os mesmos demônios

6 maio

Minha técnica para assistir filmes de terror é um vexame. Na realidade, nem filme de terror mesmo consigo assistir – qualquer filme que tenha algo um pouco mais pesado já me causa o desconforto quase instransponível. Desculpa, não assisti televisão quando era criança. Aí tenho dificuldade em seguir a filmografia proposta pela Mai & Rô: como são filmes que tratam da Questão, fico absolutamente aflita, um horror.

Espio um pouquinho ali, troco de canal, assisto a novela, volto, insisto, tomo outra taça de vinho, atiro a bolinha pro Canek brincar, insisto e assim vai. Todos os procedimentos para quebrar a ação suspensa. Como o resultado é o filme demorar um tempão, essa atividade se estende para outras noites. Um inferno. Mas caminho aos poucos. O Bebê de Rosemary já estará falando e andando quando eu acabar de ver…

Bem, tenho uma indicação de exposição e palestra:

Paula Rego e o teatro das imagens

Veronica Stigger aborda o caráter teatral das obras de Paula Rego

Sobre a mostra: “Exposição retrospectiva de Paula Rego (Portugal, Lisboa, 1935), uma das mais importantes artistas contemporâneas portuguesas. A mostra reúne cerca de 110 obras, entre pinturas, gravuras, desenhos e colagens, realizadas entre os anos 1953 e 2009”.

O evento faz parte do “Sempre às Quintas” na Pinacoteca do Estado, Auditório, às 19:30h, entrada franca. Detalhes em http://www.pinacoteca.org.br


Como atividade do grupo, fomos ver esta exposição no último domingo. Uma experiência profunda [leia aqui o relato da Maiara]. Pra não mencionar os atos falhos – eu chamando a pintora de “ana paula lins do rego”, a Rô lendo em meu caderno a anotação “um p. rego”, da Mai não lembro agora, ela é mais concentrada.

Adorei o senso de humor (negro) da artista, as representações do que é sempre representado tradicionalmente – ah, bailarinas, o tratamento do horror e da brutalidade. Frase de um transeunte pela mostra “que mulher doida!”. Acho que não há outro tipo de mulher, há, hã? Fiquei curiosíssima sobre o que a Veronica falará sobre o assunto, mas infelizmente tenho obrigações obrigatórias neste dia/hora. Compareça por mim, plis!


Gosto tanto desta foto da Rô [clique para ampliar] – tem escrito “e ria”, tem ela no fundo emoldurada em dourado, as torres da estação da Luz como igreja, a maçaneta, Mai e eu nas silhuetas, a barra da saia, a estátua escura do arqueiro, os prédios e a Roberta ali esquecida de tudo, procurando algo perdido-achado na bolsa….

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