atividades do dia 10 de abril

11 abr

(adoro o tom bem sério do título pro post)

Oi, Rô, nossa querida,

Fez falta no domingo. Ah, a gripe e a indisposição… de uma maneira não imagino nada mais paulistano – melhoras, viu?! Decidimos manter o encontro, até pq a Maiara não sabia que vc não viria – um acaso útil.

Feita a tarefa de casa cinematográfica, trocamos os filmes já assistidos entre nós: entreguei a Medeia do Pasolini e o Minha Noite Com Ela do Rohmer. A Mai me entregou o As Mulheres de Tróia do Mihalis Kakogiannis e o De Repente, no Último Verão do Mankiewicz. Seguiram-se elogios impressionados e comentários.

Sobre os livros, foram vários. Estavam comigo o Medea – Stimmen e o Cassandra da Christa Wolf, na tradução de Marijane Vieira Lisboa. O primeiro não li, ainda o farei. Mas o segundo já ficou tempo suficiente na minha cabeceira. Expliquei rapidamente pra Mai a estrutura do Cassandra, composto em quatro conferências: as primeiras duas sobre a recriação das histórias gregas propriamente ditas, a terceira um diário registrando como o livro foi escrito e a quarta conferência, uma crítica escrita em forma de carta para a amiga A., sobre as figuras de Cassandra a representação da mulher na literatura alemã clássica e na contemporaneidade. Absolutamente maravilhosa a estrutura do livro, nem preciso dizer da minha empolgação! Decidimos ler esta última parte, providenciarei cópias para vocês.

“tudo isso começou, inocentemente, com uma pergunta que eu mesma me fiz: quem foi Cassandra antes que alguém escrevesse sobre ela?”

Com relação a minha peça-de-teatro-em-gestação, essa provocação que nasceu de nossas trocas (título provisório: Medeia – o que aconteceu para que o Medo se tornasse nosso Rei), pensamos ainda que esta podia ser uma contribuição-meta-alvo-afetivo do grupo:

cada uma reescreve uma tragédia! na forma que desejar. óbvio.

Pensa com calma na proposta, Rô. Mas talvez dê samba. Daqueles bem mirabolantes sapucaiescos 😉

Depois a Mai leu trechos do Eros, Tecelão de Mitos, do Joaquim Brasil Fontes. Bem interessantes os trechos lidos sobre a figura de Safo e sua apropriação pelo Baudelaire. Não comento mais, mas a Mai pode preparar um post.

Ainda ouvimos um techo perturbador do O Inominável, do Beckett, outra contribuição da Mai. Linda a maneira pela qual ele, além de questionar o que é uma personagem, de onde sai sua voz, como se percebe, isso tudo, ainda nos coloca em dúvida. Existimos onde e quando?

Finalmente, um dos encaminhamentos discutidos seria realizar nosso encontro aberto, iniciando trabalhos assistindo a Medeia do Lars von Trier – cineasta que adoramos, vc sabe [ouça aqui uns cinco minutos de elogios ininterruptos ao cara e a sua relação com o feminino]. O que acha? É um filme curto e daria um debate interessante. Pensamos ainda em distribuir umas apostilas ao que comparecessem, com alguns textos legais que selecionamos. Ah, o coração didático…

Realmente, o pão fui eu quem fiz pensando em vocês. Bem mágico fazer pão. O Canek se comportou muito bem.

Nosso carinho,

Uma boa semana.

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